domingo, 26 de julho de 2015

Widespread Bloodshed

Widespread Bloodshed foi um projeto de estúdio formado por Rodrigo Alfaro, vocalista do Satanic Surfers, com os amigos Johan e Esse, este que também tocou com Rodrigo no Sewn Shut. Eles usavam, respectivamente, os nomes Adolf Shitler Alfaro, Rabies Risberg e Necrobutcher Eriksson.

Seus únicos shows ocorreram em uma tour pela América do Norte, em 2005, tocando com Vöetsek e Brody's Militia, com os quais dividiram alguns splits. Na ocasião contaram com a participação de Pege (Rajoitus) no baixo e (Ulcerhoea, Netjajev SS). 
Muito diferente do Satanic Surfers, o som da banda era um fastcore/thrashcore tocado na velocidade da luz, lembrando Scholastic Deth.

Seus registros foram o EP 7" homônimo, de 2003, o split CD/LP com o Brody's Militia (2003), o 3 way split EP com Brody's Militia e Vöetsek (2005), o split EP com Massgrav (2008) e o 4 way split com Brody's Militia, No Value e Cockroach (2008). Todo seu material, incluindo faixas de coletâneas, foi reunido no CD 49 More Reasons To Hate Emo.

49 More Reasons To Hate Emo
Track 1-2 From the 3-way split 6" w/Voetsek & Brody's Militia (2005)
Track 3-4 From a compilation released by Doug of Brody's Militia
Track 5-29 From the split w/ Brody's Militia (2003)
Track 30-45 From the Self-Titled 7"EP (2003)
Track 46-49 From a compilation released by Otto of Needful Things

terça-feira, 21 de julho de 2015

No Violence [Novos links]


O No Violence, certamente foi uma das mais importantes e influentes bandas de hardcore brasileiras, sendo, inclusive, umas das primeiras a fazer um som mais voltado ao fastcore/thrashcore. A banda foi formada em abril de 1989 com Ruy Fernando (vocal), Fabio Cursio (guitarra), Luis (bateria) e Jefferson (baixo). A ideia inicial era fazer algo influenciado pelo grindcore e o hardcore inglês.

Jefferson logo saiu da banda, dando lugar a André Luis, que trouxe mais influências do hardcore americano, como DRI e Cryptic Slaughter. Com algumas mudanças na formação a banda foi perdendo a velocidade e indo em direção ao crossover, o que acabou não agradando aos integrantes que logo voltaram ao hardcore.

Em fevereiro de 1992 gravam sua primeira demo tape, a Nothing Has Changed, com 22 músicas. Como não gostaram do resultado, regravaram 13 músicas desta na demo Never Give It Up, em outubro de 1992, que tinha ao total, 18 músicas.


V.A. - São Paulo Hardcore
Em 1993, gravaram as 4 músicas para a coletânea "São Paulo Hardcore", que foi lançada em 1994 em LP,  pela Devil Discos. A coletânea tinha também as bandas Lethal Charge, Muzzarellas, Intense Manner Of Living e Kangaroos In Tilt. As músicas não agradaram muito à banda, por terem ficado mais lentas que a banda costumava tocar, ainda assim, considero boas músicas, aliando o hardcore oldschool com certa melodia, e com uma pequena dose de grindcore, como faria em vários de seus registros. Ainda com espaço para o fastcore em Attitude Problem e contando a clássica Never Give It Up.


Social Justice 7" EP
Ainda em 1993 gravaram os 8 sons para o EP Social Justice, lançado pelo selo americano Sound Pollution. O resultado foi muito bom, mostrando bem a velocidade da banda. O EP teve prensagem de 1000 cópias e atulamente é bastante difícil de ser encontrado, até mesmo em MP3. Boas músicas de um hardcore rápido e competente, incluindo a primeira música da banda, No Violence, quando o grindcore era mais presente no seu som.


No Violence - X-Acto Split 7" EP
No fim de 1994 foram gravadas 4 músicas para o split com a banda portuguesa X-Acto, que foi lançado em 1996, em CD, pelo selo Our Voice Records, de Ruy. Aqui há o hardcore rápido, mas vai mais de encontro com bandas oldschool como Minor Threat e 7 Seconds.
Em 1995, após mais mudanças na formação, Silvana entra e a banda passa a ter dois vocais. Assim, gravam a demo To Whom It May Concern. Logo após, Silvana deixa a banda.


Consensus
No fim de 1998 e início de 1999 gravam as músicas para o seu primeiro CD, Consensus, que foi lançado em 2000 pela Cospe Fogo Gravações, limitado a 1000 cópias. O CD, com 16 músicas, mostra algumas músicas mais cadenciadas ao estilo Hardcore Youth Crew, outras mais rápidas, claramente influenciadas pelo hardcore inglês de Heresy, Intense Degree e Ripcord. Inclusive fazem um cover de Folow Suit, do Heresy. Ainda há algo de grind e um cover escondido do Cólera.


Abuso Sonoro - No Violence Split 7" EP
Em 1999, Tatiana do Infect (que também passou pelo I Shot Cyrus) entra para ser a baixista e também entra André, do Self Conviction, como segundo guitarrista.  Assim, em 2001, gravam as 3 músicas para o split EP com o Abuso Sonoso, que saiu pelos selos 2+2=5 e Luna Records, limitado a 1000 cópias. Estas músicas também sairam em uma coletânea francesa chamada Take No Heroes. Nestas músicas, a banda apresenta um bom fastcore, ainda com alguma influência do grindcore em Deus Consumo.


Queime Hollywood, Queime CDr
Por volta desta época, Ruy fez parte da primeira formação do Bandanos. Com mais mudanças na formação, gravam, em julho de 2003 o CDr Queime, Hollywood, Queime, com 5 músicas. A formação na época era Ruy (vocal), Ricardinho (bateria), Tatiana (baixo) Daniel e Fernando (guitarra).

Invencível CD/LP
Em 2004, sai o CD Invencível, pela Cospe Fogo. Nele a banda mostra a sua face mais fastcore, com músicas rápidas e curtas. 17 músicas em pouco mais de 14 minutos, com direito a um cover do Intense Degree, além das já lançadas no Queime Hollywood, Queime e a antiga e clássica Never Give It Up!, em uma versão mais moderna e agressiva. Músicas muito bem executadas no melhor do estilo britânico de se tocar hardcore. As letras, como sempre, assim como o som, são excelentes e merecem ser conferidas. Pra mim, um dos melhores álbuns do hardcore nacional.

Este foi o último álbum da banda, que terminou no início de 2005, mas mora nos nossos corações, como uma das primeiras, se não a primeira banda nacional a fazer algo de encontro ao fastcore. Além disso, o No Violence é interessante por não se limitar a um estilo específico e também pelas letras politizadas e inteligentes, sempre trazendo comentários pertinentes a respeito das mesmas nos encartes dos álbuns. Tratam de temas sérios e importantes de uma forma que não podemos ficar indiferentes, sem soarem clichês ou limitarem-se a apenas falar mal de tudo. Recomendo fortemente o No Violence a todos, tanto pelo som, quanto pelas letras. 

domingo, 12 de julho de 2015

They Live

O They Live foi uma importante banda de hardcore americana, surgindo em 1995 em Buffalo, NY, formada pelos irmãos Blake e Eric Ellman, baterista e vocalista, respectivamente. O som consistia em um hardcore rápido com algumas características do power violence, fortemente influenciado pelo Infest, tanto no estilo dos vocais, quanto pelas bases rápido-lento-rápido.

Seu primeiro registro foi a demo chamada We Sleep, de 1996, que denunciava a origem do nome da banda: o filme They Live (Eles Vivem, 1988), de John Carpenter. No filme, em certo momento, aparecem os dizeres "They Live, We Sleep". Depois veio um split com Flesh Eating Creeps e The Infertil, em 1999 lançaram pela 625 Thrashcore, o EP A Taste of The Good Life, seguidos pelos splits com Ruination e Countdown To Oblivion, ambos de 2000. O primeiro e único full lenght foi o LP They Live, lançado pela 625 Thrashcore em 2003 e, por fim, o EP Blurred, de 2006, mas com gravações de 1998, contando neste registro com a participação de Jessika Marvin, do Inerds, nos vocais. 

Seus integrantes ainda tiveram passagens pelas bandas Avulsion, The Lieutenant, No Time Left e Running For Cover, esta última levando adiante algumas características do som do They Live.

Para ler mais sobre o filme They Live, escrevi sobre ele em meu outro blog, o Trashinema.

We Sleep Demo (1996)

Three way split with Flesh Eating Creeps and Infertil EP (1997)

A Taste of the Good Life EP (1999)

Split with Countdown To Oblivion EP (2000)

Split with Ruination EP (2000)

They Live LP (2003)

Blurred EP (2006)