Mostrando postagens com marcador Violent Arrest. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violent Arrest. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de março de 2017

Alguns bons álbuns de 2016 - Parte III

Aí vai a terceira é última parte da lista.

Nothing Clean & Ona Snop Split EP
O outro split do Nothing Clean foi com o Ona Snop, de Leeds, banda que se mostrou uma ótima surpresa já em seu primeiro álbum. Contrapondo um pouco da amargura das músicas do Nothing Clean, o Ona Snop, parece ser um alívio cômico do split, com uma capa com desenhos coloridos, quanto ao som é um power violence cheio de quebras e variações de tempo executado com uma perícia que impressiona por ser uma banda estreante, embora tenha integrantes em comum com o Lugubrious Children. 

Nuclear Cult - Internal Agressor EP
Nuclear Cult é uma banda formada por veteranos da cena do hardcore rápido alemão, presentes desde as primeiras como SM-70, Pink Flamingos até Y, Solid Decline e Crack Under Pressure. Em 2016 chegaram ao seu terceiro EP e não poderiam estar de fora da lista. São 10 faixas de um hardcore extremamente rápido e de ritmo quebrado, lembrando os trabalhos do No Comment, também se assemelhando às outras bandas dos integrantes.

Odio - Un Mondo Libero Dall'uomo EP
Banda de Oakland com um integrante da italiana Holy e das italo-americanas Torso e Punch. Aqui o negócio é mais hardcore/punk/d-beat/noise com vocais ásperos com reverb. Lançaram sua demo em 2016 e também este EP. Destaque para a faixa Fabulous Horrific Beast.

Omegas - Power To Exist LP
Banda canadense que chega ao seu segundo LP, agora pela Beach Impediment Records, após 5 anos sem lançamentos de estúdio. É um hardcore punk de muita qualidade aplicado com habilidade pelos instrumentistas, com velocidade, repleto de quebras e variações de ritmo, pequenos solos, bons riffs e vocais destacados capazes de acompanhar as diversas camadas das músicas, marcando a sonoridade única desta ótima banda. 

Only Human - Demo
Mais uma banda que aparece e pouco se sabe à respeito. O que sei é que eles são da Inglaterra e tem apenas esta demo com uma sonoridade que parece uma gravação perdida de 82, 83 de alguma banda que soa como United Mutation e YDI. Som urgente e vocais desesperados. Gostei!

Pavel Chekov - How Do You Tell People You Have Emotional Baggage from the Breakup of the Soviet Union
O Pavel Chekov, do Texas, tem toda uma temática em torno do comunismo. Desde seu nome, que é baseado no personagem soviético da série Star Trek, até suas músicas e artes dos álbuns, com imagens de regimes ditos comunistas. Não sei se eles levam isto a sério mesmo, mas imagino que devam receber muitas críticas raivosas por esta sua estética "vermelha". De qualquer forma, a banda é excelente, fazendo um poderoso fastcore com influências do power violence. Infest e Charles Bronson podem ser vistos como referências para o som deles.

Postman - Ideal American EP
Segundo álbum do californiano Postman, que fica no estilo local de power violence dos anos 90, com forte influência do Infest.

Razorbumps - ... The Demo
Razorbumps é uma banda nova com apenas uma demo lançada, a qual já entra em minha lista de 2016. A demo traz um som cru, de punk garageiro com guitarra limpa, contagiante e divertido, lembrando bandas como, Liquids e Coneheads e Blobs. Também com vocais femininos, à exemplo do Blobs. Para destoar um pouco da barulheira do restante da lista.

The Repos - Poser LP
Não julgue um disco pela capa. Isto que aprendi após ouvir Poser, o mais recente LP da já lendária The Repos, pois este é fácil um dos melhores discos do ano. A banda já possui uma discografia bastante relevante e considerável e segue lançando álbuns sem deixar de evoluir. O disco, lançado pela Youth Attack, possui 16 músicas e não passa dos 12 minutos (podia ser um EP), de um hardcore sujo e rápido, com vocais agressivos, uma bateria sendo espancada sem piedade, uma base de guitarra pesada enquanto outra aplica pequenos solos roqueiros, lembrando uma mistura de Poison Idea com as bandas de Boston.

Scum Human - Self Titled EP
Fastcore/power violence de Vancouver, com integrantes do Obacha, War Hero e OSK, ou seja, o pessoal entende de tocar rápido. Seu som é como um Crossed Out com uma pegada mais fastcore. 

Scuzz - Songs of the Sordid LP
Banda de NY que surgiu à partir do fim do Anal Warhead. Seu som é um hardcore oitentista que vai lembrar algo entre Poison Idea do início com Die Kreuzen. Som muito bom e vibrante com vocais alucinados que chamam a atenção. Lançaram em 2015 em EP e um split com o Male Patterns e em 2016 este LP, que está mais do que recomendado e quase deixei passar despercebido da lista, mas com uma audição mais atenta não pude deixar este disco de fora.

Sick/Tired & Sea Of Shit Split LP
Split com duas bandas já consolidadas no cenário powerviolence/grind. Destaco principalmente o lado do Sick/Tired, com um grindcore impiedoso e sem pausas para respirar. O Sea Of Shit, manda um bom power violence com vocais desesperados, apesar de não manter tanto o peso e intensidade do outro lado do disco, o que não quer dizer que sejam músicas ruins, mas só reforça a agressão sem limites do Sick/Tired.
Bandcamp ST / SOS

Sick/Tired & Triac Split LP
Segunda aparição do Sick/Tired, desta vez no split LP com o Triac, banda que aplica um grindcore mais técnico do que eu costumo ouvir, mas bastante boa e rápida.
Bandcamp ST / Triac

Sick/Tired & Nak'ay Split EP
Para fechar a tríplice coroa do Sick/Tired, indico o split deles com o Nak'ay banda de grindcore brutal com um certo apelo ao black metal. Música bastante curtas e intensas fazendo boa companhia ao Sick/Tired, que aqui mostra alguns respingos de power violence.

Slave Birth - Self Titled EP
Duo de australiano de Canberra que estreou em 2016 com sua demo e em seguida com um EP. Eles tocam um power violence bastante direto e bruto, com algum apelo ao grindcore.

Vaaska - Futuro Primitivo EP
EP do Vaaska com seis músicas de seu hardcore/d-beat vigoroso e potente com letras em espanhol com a turma do Texas do Hatred Surge, Impalers, Criaturas e Deskonocidos e seus já emblemáticos desenhos de caveiras punks na arte do disco. Mais uma das muitas bandas americanas com vocais em espanhol, coisa que acho muito legal.

Violent Arrest - Authors Of Our Own Demise EP
Bem, já falei do Violent Arrest na lista do ano passado e não há mais muito o que dizer. Em seu novo EP, mais 6 faixas de seu tradicional hardcore old school e agressivo feito por veteranos da cena inglesa há décadas neste ramo, que não inovam seu som, mas fazem o simples e com propriedade.

War Hero - Border Control EP
Último EP do War Hero, banda de fastcore/power violence do Canadá com o pessoal que em seguida formou o Obacha e mais recentemente o Scum Human. 

Wolf Whistle - The Present Disturbance EP
A banda de Boston retorna com um EP com uma gravação crua, parecendo de um ensaio e já mais carregado de uma influência de Infest. O EP não é nada grandioso e não apresenta muito de novo, mas é um bom registro e não decepciona quem gosta do estilo.

Wound Man - Rolled EP
Wound Man foi o projeto de um cara só que acabou se tornando uma banda de quatro integrantes. Neste EP, lançado pela Iron Lung Records, constam 3 músicas, incluindo um cover de Deep Wound, mostrando sua faceta power violence, mas também o forte lado sludge, característica que foi acentuada no LP da banda. Aqui ainda se encontra a grande influência de Crossed Out em uma gravação crua de 4 canais.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Alguns bons álbuns de 2015 - Parte III

Finalmente a terceira e última parte da minha lista. Espero que gostem.

Sick Machine - Suicide Pill
O Sick Machine é mais uma prova da qualidade das bandas de power violence australianas. No início de 2015 eles já haviam lançado o Muzzled, mas foi no Suicide Pill que mostraram do que realmente são capazes. Power violence grosseiro, negativo e sombrio para os órfãos do Suffer. A gravação sem qualidade refinada, que parece feita diretamente de um ensaio só contribui para o tipo de som que a banda faz, mostrando mais fielmente a sua essência.

Sickmark - II EP
Meu satanás do céu, que disquinho mais viciante! Se teve um disco deste ano que não conseguia parar de ouvir, foi este segundo EP do Sickmark, banda alemã que faz um power violence mais do que brutal combinando o peso e a intensidade do Sea of Shit com vocais que remetem ao Spazz. Incrível como letras tão negativas e cheias de ódio podem nos empolgar tanto, não é mesmo?

Sin Orden - Ha Llegado El Momento EP
O Sin Orden, de Chicago, é uma das tantas bandas americanas com integrantes de origem latina e que cantam em espanhol. Em 2015 eles resolveram lançar um EP e não brincaram em serviço! A banda está mais violenta e rápida do que nunca, fazendo um hardcore poderoso com os habituais vocais agressivos a lá Los Crudos com letras politizadas principalmente em espanhol. Supimpa!

SPM - Self Titled
Suicide Pact Music, é um power violence com alguma influência de youth crew e, como o nome já deve sugerir, com letras um tanto quanto negativas.

The Afternoon Gentlemen - Self Titled LP
Segundo LP da máquina de destruição em massa britânica The Afternoon Gentlemen, com integrantes do Warboys e Gets Worse, que já conta com inúmeros EPs e splits na carreira, vários lançados pela própria banda. Eles são uma das grandes referências no que diz respeito ao grindcore misturado com o power violence, chamado por alguns de grindviolence. Em 2015 também lançaram um split LP com o Lycanthrophy.

The Coneheads - Selected Ringtones
Umas das novas bandas que têm tido lugar frequente em minhas playlists é o Coneheads. O jovem trio de Indiana toca um punk rock remetendo a um Devo alucinado, com insanos vocais robóticos, guitarra limpa cheia de riffs e solos minimalistas, bateria frenética e um baixo contagiante formando uma mistura altamente viciante. Eles já tem algumas fitas lançadas, sendo a Selected Ringtones de 2015. 

The Flex - Don't Bother With The Outside World EP
Banda de Leeds relativamente nova, formada por integrantes do Closure, Violent Reaction e Perspex Flesh e já com diversos EPs lançados. Eles fazem um som bruto lembrando algo do hardcore oitentista de Boston com New York.

To The Point - Sidetracked Split EP

Nessas minhas listas de melhores do ano algumas bandas já tem um lugar reservado. O To The Point pode-se considerar uma delas. A banda, que é meio que uma extensão do Lack Of Interest, tanto que 3/4 tocam ou tocaram nesta banda e com os vocais urrados de Chris Dodge, e intercalando partes rapidíssimas com outras mais arrastadas . Considero uma das melhores bandas atuais dentro do power violence. Já o Sidetracked, ativo desde o início dos anos 2000, apresenta seis músicas de um fastcore urgente, preciso e quebrado, mantendo muito bem o nível do disquinho.

Torsö - Sono Pronto a Morire LP
Esta banda tem integrantes da Califórnia e Itália - o que justifica o nome da banda e do álbum - com passagens pelo Punch, Holy, Neo Cons, e Ritual Control. Eles tocam um hardcore punk com uma pegada d-beat, agressivos vocais femininos berrados e letras à respeito de feminismo e veganismo. 

Vaaska - Todos Contra Todos LP
D-beat do Texas com integrantes do Hatred Surge, Criaturas, Deskonocidos e Impalers. Eles chegam ao seu segundo LP com 11 músicas executadas com intensidade e perfeição e com destaque para excepcionais vocais em espanhol. Sensacional!!

Vile Intent - Machine Into Flesh Cassete
Após alguns EPs, o Vile Intent, do Canadá, chega ao seu primeiro full length, lançado originalmente em cassete pela própria banda com previsão de sair no formato de LP. Com espaço para mais músicas, aumenta-se a possibilidade delas soarem repetitivas, mas acredito que não seja o caso nestas 17 músicas, ao menos para quem já esteja acostumado com o estilo da banda. Aqui, o Vile Intent segue com o seu característico power violence cheio de quebras de ritmo, sludge e um hardcore furioso com letras críticas e negativas à respeito da humanidade e,  neste registro em especial, tratando dos impacto da tecnologia em nossas vidas. Um grande álbum que mantém a chama do power violence acesa. 

Violent Arrest - Life Inside The Western Bloc CD
O Violent Arrest é uma banda mais do que competente composta por veteranos com passagens por Heresy e Ripcord. Não chega a velocidade do clássico hardcore britânico dos anos 80, mas executam um excelente e muito competente hardcore punk.